Os testes de QUATRO
RODAS são constituídos de medições
de itens como aceleração, retomada,
consumo, frenagem e velocidade máxima. Os números
levantados e servem de base para a análise
dos veículos, juntamente com outras informações
apuradas pelos repórteres. Os testes são
realizados em pistas fechadas, como nos campos de
provas das empresas TRW, em Limeira (SP), e General
Motors, em Indaiatuba (SP).
Os testes são feitos de acordo
com metodologia específica, de modo que todos
os carros sejam submetidos aos mesmos esforços
e consigam a melhor performance, independente do piloto
que faz os ensaios. Para chegar às médias
são feitas diversas passagens. Caso algo interfira
no procedimento, o ensaio é interrompido ou
descartado para efeito de cálculos. Os resultados
alcançados devem ser passíveis de serem
repetidos. Todos os testes são feitos com os
vidros e entradas de ar fechados e o ar-condicionado,
desligado.
Os repórteres são profissionais
experientes e todas as condições de
segurança são observadas, durante os
testes. Os ensaios descritos a seguir não devem
ser conduzidos por leigos e em pistas públicas.
Equipamentos
- 2 sistemas de aquisição de dados Datron
- 1 lap-top Compaq
- 4 medidores de vazão de combustível
PLU
- 2 decibelímetros Brüel & Kjaer.
Procedimentos
iniciais
Pneus - calibragem
dos pneus frios, com ar, observando as especificações
do fabricante do veículo.
Combustível
- todos os carros iniciam os testes com tanque cheio.
O abastecimento é feito em postos comprovadamente
idôneos.
Condições
do teste - anota-se os valores mínimos
e máximos de: temperatura, pressão atmosférica
e umidade relativa do ar, no dia do teste.
Testes
1º Ruído - com o decibelímetro
localizado na altura do ouvido do condutor, são
feitas as seguintes medições: ponto
morto, 1ª marcha em rotação máxima,
4ª a 80 km/h e 5ª a 120 km/h.
2º Aferição do velocímetro
- compara-se a velocidade indicada pelo velocímetro
do carro com a real, registrada pelo computador de
testes, nos seguintes parâmetros: 60 km/h, 80
km/h, 100 km/h e 120 km/h.
3º Aceleração - o
piloto acelera o carro de modo a conseguir o melhor
desempenho, cobrindo a distância de 1000 m no
menor tempo possível. A cada passagem é
registrado os tempos de aceleração,
de 0 a 100 km/h e 0 a 1000 m. Nos carros manuais,
as marchas são trocadas nas rotações
indicadas para cada velocidade. Nos automáticos,
a alavanca do câmbio fica em D e o piloto pressiona
o acelerador até o final do curso. São
seis passagens ao todo. Três em cada sentido
da pista, para anular os efeitos do vento. Para o
cálculo das médias, descarta-se o melhor
e o pior resultados.
4º Retomada - são medidos
os tempos nas seguintes passagens: 40 a 80 km/h em
3ª marcha, 80 a 120 km/h em 4ª e 40 a 100
km/h em 5ª, com e sem ar-condicionado. Cada passagen
é realizada quatro vezes em cada sentido da
pista, para a obtenção das médias.
5º Frenagem - são feitos
ensaios a 60 km/h, 80 km/h e 120 km/h. O piloto estabiliza
o carro na velocidade de teste, deixa o câmbio
em neutro e freia. Quando o carro tiver ABS, o piloto
freia bruscamente, sem aliviar o pé. No caso
de sistemas convencionais, evita-se o travamento das
rodas, modulando a força de frenagem. Antes
de cada ensaio o sistema é resfriado para evitar
fadiga nos freios e o comprometimento do desempenho.
O resfriamento é feito com o carro em movimento,
a 70 km/h, durante cerca de 5 km.
6º Consumo - são feitas
simulações de uso do veículo
na cidade e na estrada. Os ciclos de ensaio são
exclusivos da QUATRO RODAS e foram elaborados com
base nas normas técnicas NBR 6601 e EU 94/14,
para serem aplicados nas pistas utilizadas pela revista.
Os carros rodam nos dois sentidos da pista para anular
os efeitos que o vento possa vir a ter sobre os resultados.
7º Dirigibilidade - os pilotos
avaliam o comportamento do carro em curvas em alta
velocidade, manobras de mudança de faixa e
provas de slalon. |