O GP da Hungria, que será realizado neste final de semana, é disputado em Hungaroring. Um circuito travado, com curvas de baixa velocidade, retas curtas, baixa aderência e pouquíssimos pontos de ultrapassagem, ou seja, praticamente uma pista de rua. Tecnicamente falando, os carros que tiveram bom desempenho no Principado de Mônaco podem repetir a mesma performance. Mas devemos lembrar que todos receberam modificações, principalmente na parte aerodinâmica, e por isso podem apresentar um resultado diferente.
Mesmo assim, eu acredito que as principais equipes irão se destacar, como a Brawn GP, detentora da dobradinha em Mônaco. O carro já se mostrou eficiente com máxima pressão aerodinâmica (exigida em pistas travadas), a tração é um dos seus pontos fortes (fundamental em curvas de baixa velocidade) e a temperatura elevada, esperada na Hungria, deverá ajudar as características do chassi da equipe inglesa (que não consegue aquecer devidamente os pneus em baixas temperaturas).
E a RBR, vencedora nas duas últimas provas, pode dominar mais uma vez. É verdade que as características da pista, analisando o histórico dessa temporada, favorecem a Brawn. Mas, após estrear o novo pacote aerodinâmico em Silverstone, a RBR evoluiu muito, não deu chances para mais ninguém. Então esse GP, com características muito diferentes das provas vencidas pela equipe austríaca, deverá mesmo confirmar se a RBR é mesmo eficiente em qualquer condição ou não.
É verdade que Ferrari e McLaren estão evoluíndo e não devem ser descartadas, mas favoritismo, ainda não. Devemos lembrar que Nelsinho Piquet terá um carro atualizado, igual ao de Alonso, e assim poderá deixar essa fase de boatos para trás. Aliás, o maior domínio que assisti em uma etapa da GP2 foi justamente com Nelsinho em Hungaroring, no campeonato de 2007. Largou na pole-position, venceu as duas provas e ainda cravou a volta mais rápida em ambas. Ano passado, já na F-1, conquistou o sexto lugar comprovando que 'tem a manha' dessa pista. Torcida não vai faltar.
Nicodemos Tomacheski - 23.08.09 @ 12:52
Prezado(s) Senhor(es) Ainda sobre o acidente ocorrido com Felipe Massa,sabemos de outras ocorrências semelhantes e fatais com outros pilolotos de categorias diferentes.Há bem pouco tempo, anos 70,80 os carros de F 1 e outros monopostos apresentavam um pequeno para-brisas ou viseira frente ao cockpit e com certeza foi eliminado para diminuir o peso e melhorar a performance aerodinâmica em prejuízo da segurança.Seria possível a impremsa esportiva desenvolver uma capanha a nivel global para con- vencimento dos dirigentes da Fórmula-1 aceitarem a volta de um novo, pequeno,resistente e leve para-brisas para proporcionar mais segurança passiva para a cabeça dos pilotos(estes seres destemidos de grande importância na existência do automobilismo)no regulamento da próxima temporada,com urgência?!Por favor.Muito obrigado.